sexta-feira, 12 de julho de 2013

Chupeta e mamadeiras, Por que não?

Você já parou para pensar de verdade porque usar a chupeta e a mamadeira? 
Será porque na correria a mamadeira é a melhor solução e no choro a chupeta desempenha bem o seu trabalho?
   O estímulo ao aleitamento materno, inclusive através de campanhas do Ministério da Saúde, ocorre por um simples motivo: ele é essencial na manutenção da saúde do bebê    protegendo-o contra infecções e até da morte, é importante para seu desenvolvimento global e    estimula o vínculo mãe-bebê.
  O uso da chupeta também é algo que merece muita atenção. Em geral é usado como um “cala boca” substituindo o colo e a atenção dos pais. Imagine se toda vez que seu filho precisa de atenção e carinho lhe é fornecido a chupeta, quem é a referência de supressão da carência? A chupeta. Por isso é tão fácil seu uso se tornar um vício, a chupeta torna-se acalentadora das angústias da criança. Além disso, as alterações na arcada dentária, na postura de língua e na respiração pelo constante uso da chupeta são comuns.
   Claro que o bebê tem necessidade de sucção, porém o sugar do seio é suficiente para sanar esta necessidade, tornando o uso da chupeta desnecessário. As mães em geral usam este recurso, pois acham que a criança precisa de algo mais. Esquecem que o que ela precisa é do leite materno e do carinho dos pais. Isso é o bastante até por volta de seis meses quando outros alimentos devem ser introduzidos. Mas isso não quer dizer que o leite materno deve ser deixado de lado.
   
 A mamadeira entrou na vida das mães como utensílio de comodidade, mas não traz os benefícios do seio, pois não estimula a sucção adequadamente e pode criar o hábito da criança permanecer com a mesma na boca, à toa, por longos períodos. Claro que por diversas razões há mães que não podem ou não se sentem à vontade amamentando no seio e isso deve ser respeitado, mas por simples comodidade, principalmente nos primeiros 6 meses, é ignorar o bem estar de seu filho. Copinhos divertidos e com bicos podem substituir tranquilamente a mamadeira para a criança maior.



   No que diz respeito às questões fonoaudiológicas, a sucção do seio é um exercício suficiente para estimular o desenvolvimento crânio-facial do bebê, pois desenvolverá adequadamente os órgãos fono articulatórios (língua, lábios, bochecha, mandíbula, maxila) e as funções exercidas por eles (mastigação, deglutição, respiração e articulação da fala). Assim, até os seis meses de vida não há necessidade de introdução do leite de vaca e nem da mamadeira (salvo em casos recomendados pelos médicos).
 Não desmamar precocemente e não recorrer a recursos artificiais sem real necessidade garante a boa saúde do recém-nascido. Caso algo na rotina dos pais dificulte o aleitamento materno é interessante procurar a orientação de um profissional para a adequação da rotina dos pais a da criança. O pediatra e o fonoaudiólogo são profissionais que podem lhe orientar.

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