Síndrome
de Down
Um dossiê completo sobre a gravidez, os primeiros cuidados e
o desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down.
- GRAVIDEZ
1 - O que é Síndrome de Down?
Trata-se de uma falha genética que ocorre quando o feto está
sendo formado. Uma célula humana considerada normal possui 46 cromossomos,
divididos em 23 pares. Por alguma razão desconhecida, pode ocorrer um erro no
começo do desenvolvimento embrionário e é criado um cromossomo extra, que fica
ligado ao par 21. O resultado são células com 47 cromossomos. Isso causa a
referida Síndrome. A falha pode ocorrer de tres formas, chamadas de trissomia
21 padrão, translocação e mosaico. Acontecer de uma maneira ou de outra não
muda as características de quem nasce assim. Não existem graus de Síndrome de
Down, mas, por causa de sua herança genética, educação e meio ambiente as
crianças podem se desenvolver de formas diferentes.
É importante saber que essa falha acontece ao acaso. A
responsabilidade não é de ninguém. Não foi provado até hoje que estilo de vida,
ações durante a gestação, fumo, bebidas, medicamentos, fatores ambientais ou
parentesco entre o casal possam influenciar essa ocorrência Ela também não é
contagiosa. A probabilidade de alguém ter a Síndrome é de aproximadamente 1
para 600 nascimentos. No Brasil, cerca de 300 mil pessoas nascem com Down
atualmente.
2 - O que significa ter essa Síndrome?
Significa nascer com algumas características específicas,
como os típicos olhos amendoados com uma caída de pálpebra mais acentuada, uma
prega única na palma das mãos, língua que tende a ficar fora da boca (língua
protusa) e hipotonia (flacidez muscular). Essas duas últimas características,
que podem interferir no desenvolvimento da criança, são controladas com a ajuda
de fonoaudiólogos e fisioterapeutas. A Síndrome pode resultar em certo
comprometimento intelectual, que não a impedirá de desenvolver-se como qualquer
outra criança se receber muita estimulação, interações de qualidade e amor.
Atualmente, com os avanços da medicina e novas pesquisas, uma criança com
Síndrome de Down pode ter uma vida e um desenvolvimento semelhantes ao de
crianças sem Síndrome de Down Como qualquer ser humano, ela vai desenvolver suas
potencialidades e limitações.
A Síndrome não é considerada uma doença, mas existem algumas
complicações que um Down pode apresentar com mais frequência que outra criança,
como má formação cardíaca e do intestino, baixa imunidade, problemas de visão,
de audição, respiratórios e odontológicos. Enquanto certas crianças nascem com
algumas delas, outras não terão nenhuma. .
3. Quem tem mais chances de ter um filho com Down?
A Síndrome pode acontecer em qualquer família,
independentemente de sua raça, credo ou condição social. Após vários estudos,
os especialistas acreditam que a idade dos genitores, principalmente a da mãe,
poderia aumentar as chances do problema ocorrer. Aos 30 anos, o risco de uma
mulher ter um bebê Down é de 1 em mil. Aos 40 anos, é de 1 em 100. Imagina-se
que a idade dos óvulos interfira na divisão embrionária, mas o assunto ainda é
muito polemico, pois mulheres jovens também concebem bebês com a Síndrome.
Alguns estudos relacionaram a idade dos homens ao problema, mas não se chegou a
nenhuma conclusão. No Brasil, os obstetras costumam investigar com maior
atenção mulheres acima de 35 anos.
Quando o casal já possui um filho com a Síndrome e quer
outra gravidez, é aconselhável investigar se a falha genética ocorreu por
translocação. A translocação pode acontecer ao acaso, mas, em 50% das vezes, a
causa é uma alteração cromossômica em um dos pais. Essa alteração não chega a
ser a trissomia 21, não apresenta implicações físicas ou mentais, mas quem as
possui tem mais chance de ter filhos com Down.
4. Como posso detectar a Síndrome durante a gravidez?
Os exames de ultrassom podem dar algumas pistas, já que os
fetos com Down possuem certos sinais físicos. Por exemplo: quinto dedo da mão e
braços menores, pescoço e nariz mais curtos. Existe também, feita por volta da
12a semana de gestação, a medida da translucência nucal, uma prega na região de
trás da cabeça, cujo tamanho excessivo pode indicar problemas. Quando o médico
desconfia de algo, pode seguir com a investigação, pedindo um exame de sangue
mais detalhado, que irá analisar a alfafetoproteína no sangue da grávida.
Baixos níveis dessa substância costumam estar relacionados com alterações
cromossômicas. Com todos esses dados, o obstetra e o casal vão avaliar se é
necessário um exame invasivo e definitivo, que analisará o cariótipo do feto.
Existem três tipos de exames invasivos para colher material
genético e o casal, com o médico, pode escolher o melhor para o seu caso. Na
Biópsia do Vilo Corial, uma amostra de tecido da placenta é retirada, via
vaginal ou pelo abdômen, para ser analisada. Ela pode ser feita entre a 8a e a
11a semana de gravidez. A mais popular é a amniocentese. Nela um pouco do
líquido amniótico é retirado por meio de uma agulha inserida no abdômen.
Costuma ser realizada entre a 14a e a 17a semana. Por último, há a
cordocentese, quando é retirada uma amostra do sangue do cordão umbilical após
a 24a semana. Os exames invasivos são feitos em último caso, uma vez que há de
0,5 a 2% de risco de aborto.
5. Quais as vantagens de diagnosticar o problema durante a
gestação?
A grande vantagem é ter a chance de se preparar para o
acontecimento. Primeiro porque há muita desinformação sobre a Síndrome de Down,
até mesmo entre os médicos, e você e seu companheiro poderão pesquisar mais
sobre o assunto. Existem vários grupos de apoio, físicos e virtuais, que
formarão uma rede importante de amigos, e outros pais com filhos Down que irão
ajudar a desmitificar o que é a Síndrome. Livros, sites, blogs e filmes darão a
possibilidade de aprender mais sobre esse bebê e descobrir suas
potencialidades. Vocês poderão lidar com as angústias, as incertezas e os medos
em momentos que não coincidem com o parto e os caóticos primeiros dias de um
bebê em casa. Ganharão tempo de se organizar, trocar emoções e se posicionar
perante parentes e amigos.
Outra grande vantagem é que o obstetra também se prepara
para ter mais controle sobre o parto e os primeiros cuidados com o bebê. Ele já
saberá, por exemplo, que é necessário ter um cardiologista de plantão no caso
de o recém-nascido apresentar alguma cardiopatia - e essa simples atitude pode
minimizar vários problemas futuros. Há casais que optam pela interrupção da
gravidez, mas trata-se de uma decisão muito pessoal e a prática é considerada
ilegal no Brasil.
6. Ao saber do diagnóstico, é normal passar por um período
de negação?
Sim, é muito normal. Ouvir esse tipo de diagnóstico é um
choque e é necessário um período para assimilar a notícia. Seu primeiro
pensamento possivelmente será a de que os médicos estão errados. Pode também
surgir culpa, achando que seu corpo é o responsável pelo problema. Mais uma
vez, a melhor maneira de lidar com isso é buscar ajuda em grupos de apoio. Voce
pode começar pela internet, na qual não precisa se identificar se não quiser.
Ao ver as histórias de outros pais, conhecer outros bebês e entender melhor o
que é a Síndrome, ficará mais tranquila quanto ao que lhe espera. Não exija uma
aceitação rápida sua ou de seu companheiro. Cada pessoa tem o seu método e o
seu tempo para administrar o luto, entender e aceitar mudanças. E é mais ou menos
isto que voces irão passar: um luto pelo bebê que esperavam e a assimilação das
mudanças que o novo bebê trará. Acredite que ver seu filho depois do parto a
fará aceitar melhor a situação. Pois ele será tão apaixonante, tão seu e tão
amoroso que muitos desses sentimentos poderão se modificar. Sobre a importância
da assistência psicológica, diante de um diagnóstico de Down.
7. Como devo escolher o obstetra e a maternidade?
Caso o seu obstetra seja de confiança, ele mesmo pode
continuar cuidando de sua gestação, usando a experiencia que tenha no assunto
ou se atualizando. Ou procure um profissional que lhe passe segurança e tenha
acompanhado esse tipo de gravidez antes. Bebês com Síndrome de Down geralmente
tem partos prematuros e podem nascer com algumas complicações, que rapidamente
resolvidas não deixam sequelas. Por isso, a maternidade que você escolher deve
ter bons recursos, uma boa equipe de neonatologistas, de preferencia com
experiencia em nascimentos de Down, uma UTI neonatal caso a prematuridade do
bebê exija. E também cardiologistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos de
plantão. Seu obstetra ou os participantes dos grupos de apoio podem indicar as
melhores. Converse também com outros pais para comparar os hospitais.
8. Minha gravidez será considerada de risco?
A gravidez não oferece risco, mas precisa ser monitorada
mais de perto para investigar qual o estado de saúde do bebê ao nascer e para
que eventuais problemas sejam detectados o mais cedo possível. Quanto mais o
obstetra souber e mais tiver preparado, melhor para o bebê, que poderá ter os
cuidados necessários assim que nascer. Por isso, dependendo do desenvolvimento
do feto, serão necessários mais ultrassons, mais exames de ecocardiograma e
avaliações de outros especialistas, como cardiologistas e cirurgiões
pediátricos. O conhecimento da Síndrome também gera conflitos pessoais e na
família, o que aumenta o estresse da gestante. Por isso, em alguns casos, o
obstetra também sugere apoio psicológico ou psiquiátrico para ajudar a grávida
a lidar melhor com a situação.
9. Como é o parto de um bebê com a Síndrome de Down?
Do ponto de vista da grávida, não há diferença nesse tipo de
parto. O final da gravidez e o trabalho de parto serão feitos da mesma maneira,
mas sempre com uma monitoração mais atenta para acompanhar a evolução de
possíveis problemas já diagnosticados no bebê. A Síndrome e mesmo a presença de
cardiopatia fetal não são indicações para cesáreas, mas muitas vezes,
dependendo do estado do bebê e pelo parto envolver certo planejamento e uma
equipe multidisciplinar (obstetra, neonatologista, cardiologista), pais e
médicos preferem marcar uma cesárea para ter mais controle sobre a situação.
10. É comum esse bebê nascer prematuro?
Sim. Entre os fatores de risco associados a prematuridade,
estão o estresse materno e as malformações fetais, os dois presentes em casos
em que a Síndrome de Down é diagnosticada. Um bom obstetra estará atento ao
fato e irá preparar os pais, dando apoio médico e psicológico no pré-natal para
que a gestação tenha a chance de ir o mais longe possível. Nem todos os bebês
que nascem prematuros precisam ir para a UTI Neonatal. Dependendo do seu estado
de saúde ao nascer, ele pode ser monitorado no próprio berçário e ir para casa
com os pais.
- NASCIMENTO
11 - Como os médicos descobrem que o bebê tem Síndrome de
Down depois do parto se ele não foi diagnosticado durante a gestação?
O obstetra pode levantar a hipótese da existencia da
Síndrome de Down ao ver a face do bebê assim que ele nasce. Mas nem todos apresentam
alterações reconhecíveis nesse primeiro momento. O pediatra que examinará o
bebê em seguida para o teste de Apgar tem mais chances de notar algo, mas o
teste em si não aponta nada - muitos bebês com Down tem boas notas. É mais
provável que as desconfianças apareçam nas primeiras horas no berçário, quando
o bebê é observado com mais calma. Caso existam muitas evidencias da Síndrome,
o obstetra ou o pediatra irá conversar com os pais. O próximo passo é fazer um
exame do cariótipo do bebê que irá analisar seus cromossomos e dizer com
exatidão se a Síndrome está presente ou não. O resultado pode demorar até duas
semanas para sair, o que geralmente causa certa ansiedade. Mas raramente os
médicos erram em suas primeiras avaliações.
12 - Qual a melhor maneira de lidar com as emoções nesse
momento?
Casais que ficam sabendo da Síndrome logo depois do parto
passam pelo choque, sentimento de negação e culpa, e precisam de um tempo para
assimilar a notícia. Quem se preparou durante a gravidez estará mais calmo para
lidar com a realidade do novo bebê. Mesmo assim, é possível que vários
sentimentos iniciais voltem a tona. O melhor é descansar e, assim que estiver
liberado, curtir o bebê. Ao pegá-lo no colo, amamentá-lo, passar um tempo com
ele, você ficará mais tranquila para compreender a novidade. Conforme o bebê
responde aos estímulos, sorri e interage, isso vai ajudar a família a
administrar a situação. É preciso entender que ele será um bebê tão fofo quanto
os outros e dará muito prazer com suas conquistas. Mesmo que os sentimentos
sejam confusos e alternados, se de o direito de curtir seu novo papel de mãe.
Vista seu filho com as roupinhas que escolheu para esses dias, mime-o, coloque
o enfeite na porta do quarto, distribua as lembrancinhas para as visitas.
13 - Qual a melhor maneira de lidar com parentes e amigos?
Não existe uma maneira certa, e sim a maneira que você e seu
companheiro conseguirem, dependendo de como estão os seus sentimentos. Quando
os pais aceitam a Síndrome e a tratam de forma natural, a tendencia dos
parentes e amigos é fazer o mesmo. Lembre-se de que eles ficarão tão chocados
quanto você e também necessitarão de um tempo para assimilar a novidade. Contar
o que realmente significa uma criança ter Down também ajuda a afastar ideias
antiquadas. Nesse momento, é você e sua família que precisam de auxílio, então
mantenha por perto parentes e amigos que consigam entender e ajudar. Quando
achar que a atitude de alguém está lhe fazendo mal, não tenha receio de
gentilmente afastá-lo. Não deixe que ninguém tire a alegria e o brilho desse
momento em sua vida, mesmo que ele esteja acontecendo de forma diferente do
esperado.
14 - Como contar aos irmãos?
Quando eles são pequenos, não há muito que explicar. Mas
nada de ficar com conversas escondidas e cochichos. Crianças tem uma capacidade
enorme de captar as emoções do ambiente e saberão que algo está errado. Eles
não devem associar a Síndrome com algo triste. Quanto mais os pais aceitarem os
fatos e tratarem isso com naturalidade, mais será natural que eles façam o
mesmo. Crianças com mais de 4, 5 anos já serão capazes de entender um pouco que
o novo irmão não é como eles. Explique a situação de forma coerente com a idade
da criança. Dizer, por exemplo, que a irmãzinha crescerá bem, mas aprenderá talvez
de forma mais devagar que eles é uma boa forma de entenderem.
15 - Que tipos de cuidados especiais meu bebê precisará
nesses primeiros dias?
Depende de como ele nascer. A Síndrome de Down pode estar
associada a outras complicações, como cardiopatia, problemas neurológicos,
metabólicos, de audição ou visão. Nas primeiras horas no berçário, são feitos
vários exames e testes, como o do pezinho, da orelhinha, oftalmológicos e
físicos, para verificar se o bebê tem algo, se precisa de uma intervenção de urgência - como uma operação cardíaca - ou apenas um tratamento. Ele passará
pela avaliação de um fonoaudiólogo, que ajudará nas primeiras mamadas, e um
fisioterapeuta, que analisará sua hipotonia, além de ensinar aos pais como
exercitar seu bebê para que ela diminua. É aconselhável uma visita ao pediatra
assim que o bebê sair da maternidade para que ele o acompanhe desde cedo e
oriente os próximos passos.
16 - Poderei amamentar meu bebê?
Claro! A amamentação é ótima para o bebê com Down. O leite
materno ajuda a criar anticorpos e desenvolver sua imunidade. Ele diminui o
risco de infecções, muito comuns em quem tem a Síndrome. O ato de sugar o peito
da mãe é difícil para esse bebê, mas o ajudará a preparar sua musculatura para
mais tarde mastigar e falar. A equipe da maternidade dará orientações de como
ajudar o bebê a pegar o peito e sugar de forma correta. Como acontece
geralmente em todas as famílias, o primeiro mês pode ser mais difícil, pois ele
e você estão se adaptando. Não desista. Procure ajuda nos grupos de apoio se
necessário.
17 - Como escolher o pediatra?
Caso a família já tenha um bom médico, o melhor é continuar
com ele, desde que o profissional esteja disposto a cuidar dessa criança, tenha
conhecimento sobre o assunto e se atualize. No geral, os cuidados com a
puericultura e a alimentação são iguais aos de outros bebês. Mas o Down
apresenta certas peculiaridades que necessitam de atenção: é preciso prevenir
doenças e ficar atento a hipotireoidismo, doença celíaca, alterações auditivas
e visuais. Se o profissional não está preparado, pode deixar passar um
diagnóstico importante. No caso de não ter um médico, procure um especializado
no assunto.
É bom lembrar que o pediatra vai gerenciar os outros médicos
(fonoaudiólogos, fisioterapeutas, cardiologistas e psicólogos, entre eles). É
ele quem centralizará as informações sobre a criança e fará a comunicação entre
a equipe. Por isso, é uma pessoa que deve estar disponível emocionalmente para
isso.
18 - Como são os primeiros dias em casa?
Os primeiros dias do bebê em casa são muito parecidos com os
de qualquer bebê. Tudo parece muito caótico, uma vez que todos estão se
adaptando a nova realidade - os novos papéis de mãe e pai, ter um novo filho e
irmão etc. No caso do Down, isso pode significar mais idas aos médicos e certos
cuidados específicos, dependendo de como ele nasceu. Como ocorre em qualquer
família, quanto mais os pais estiverem tranquilos, mais fácil será. E quanto
mais preparados, melhor. Isso significa ter tudo certo com o quarto do bebê e
seu enxoval (lembre-se das fraldas!) apoio para o cotidiano doméstico da casa,
ter um bom pediatra a mão e, se necessário, outros especialistas. Converse com
outros pais para descobrir o que foi legal para eles e que você pode
aproveitar. Existem famílias que gostam de ficar totalmente sozinhas curtindo o
bebê enquanto outras colocam os parentes para morar na casa durante o primeiro mês. Descubra o que lhe fará mais feliz.
19 - Depois da chegada em casa, quais devem ser os cuidados
com a saúde do meu filho?
Você sairá da maternidade com algumas recomendações
específicas que dependem das condições do seu bebê. E o pediatra também dará
orientações. Uma boa ideia é procurar um Programa de Intervenção Precoce, que
irá ajudar no desenvolvimento do seu filho - o próprio hospital, pediatra ou
grupos de apoios podem sugerir um. Quanto mais cedo começam os cuidados, mais o
bebê terá chances de se desenvolver como os colegas de berçário. Por exemplo: o
Down costuma nascer com uma protrusão da língua que mantém a boca aberta
durante o tempo todo. Por isso, ele baba e pode ter dificuldade para mamar,
comer e falar. Com a ajuda de um fonoaudiólogo, será treinado para conseguir
tudo isso. A hipotonia também será trabalhada por um fisioterapeuta para que o
bebê firme sua coluna, sente e ande normalmente. Esses profissionais irão
ensinar as atividades para que toda a família participe e ajude a criança a se
desenvolver melhor. Lembre-se de estar atenta a visão e a audição do bebê.
Muitas vezes, dificuldades na hora de andar e estudar tem a ver com o fato de a
criança não ouvir ou ver corretamente e não necessariamente com problemas
físicos ou neurológicos. Quando os pais não tem a iniciativa de procurar ajuda,
correm o risco de prejudicar o desenvolvimento do filho. Uma das consequências da Síndrome de Down é certo comprometimento intelectual e, para que se
desenvolva toda a potencialidade da criança, o ideal é começar cedo.
20 - Meu filho pode receber as vacinas tradicionais?
Pode e deve! A vacinação é muito importante para os bebês
com Síndrome de Down, pois uma de suas particularidades é a baixa imunidade. A
vacina previne doenças que podem interferir no seu desenvolvimento. Eles devem
seguir o Calendário de Vacinação atual, lembrando que precisam receber todas as
vacinas, incluindo as pagas, que ainda não fazem parte do calendário oficial do
Ministério da Saúde oferecidas nos Postos. Nos Centros de Referencia para
Imunobiológicos Especiais (Crie), encontrados em todo o país, o governo
disponibiliza essas vacinas gratuitamente para crianças com deficiência.
21 - É verdade que meu filho terá mais problemas de saúde do
que os outros bebês?
Justamente por sua baixa imunidade, os bebês com Down podem
apresentar mais problemas de saúde, sim. Por causa das particularidades de sua
anatomia e da flacidez da musculatura do trato respiratório, é mais difícil
para eles drenar as secreções corporais. Por isso, podem ter mais infecções,
otites e problemas respiratórios, que precisam ser cuidados rapidamente para
não evoluírem e se tornarem algo mais sério. Nada que pais atentos não deem
conta de controlar. No começo da crise, procure um médico. Caso prefira ir a um
pronto-socorro (as vezes, ele está mais a mão), não se esqueça de comunicar o
pediatra sobre o ocorrido. Lembre-se de que ele precisa centralizar todas as
informações. E saiba que é necessário ser mais cuidadoso com a situação, por
isso provavelmente seu filho fará mais exames do que um bebê sem a Síndrome.
Como esses problemas podem ser constantes, vale conversar com o pediatra para
achar alternativas aos antibióticos e trabalhar com a prevenção.
22 - Ter um filho com Síndrome de Down pode acabar com meu
casamento?
Não. Uma pesquisa feita pelo psicólogo inglês Cliff
Cunningham e publicada em seu livro Síndrome de Down - Uma introdução para Pais
e Cuidadores (ed. Artmed) mostrou que os conflitos no casamento não são maiores
entre os casais que tem filhos com Down. Ter um filho nessas condições parece
não causar mais problemas no relacionamento. Ao contrário: casais que tinham uma
boa relação disseram que o nascimento de um filho assim os uniu mais, além de
se tornarem seres humanos melhores. Na verdade, a chegada de um filho sempre
potencializa o que o casamento tem de bom, mas também o que tem de ruim. Se a
relação era forte antes, ela sobreviverá. Caso contrário, o casal pode se
separar. Mas o Down não será a causa.
- DESENVOLVIMENTO
23 - Como é o desenvolvimento de uma criança com Down?
Não existe um padrão. Assim como qualquer criança, as que
possuem Síndrome de Down irão se desenvolver diferentemente umas das outras.
Jamais a compare com outras crianças, pois ela terá seu próprio ritmo. E ele
dependerá muito das complicações associadas, mas principalmente do apoio dos
pais e dos estímulos que irá receber. Ela passará por todas as fases que as
outras crianças passam, na mesma sequencia, mas no tempo delas. Por exemplo,
seu filho vai aprender a andar, amarrar o tênis escrever. Mas isso talvez
aconteça um pouco depois do que seus colegas sem Síndrome. Falamos talvez
porque, mesmo com o possível comprometimento intelectual, com diversas
interações e estímulos, ela poderá surpreender a todos e aprender até antes. É
preciso, como acontece com qualquer pai, apostar na criança e respeitar seu
ritmo.
No passado, crianças que nasciam com Síndrome de Down viviam
reclusas e eram tratadas como doentes incapazes de aprender algo ou conquistar
alguma autonomia. Como viviam cheias de restrições, realmente conseguiam se
desenvolver muito pouco. Hoje, graças a mudança de visão dos médicos e da sociedade
em geral e dos avanços da medicina, elas possuem uma vida normal, são capazes
de viver com suas limitações e conviver socialmente. E, no futuro, estudar,
trabalhar, casar e viver com autonomia. Tudo isso depende de os pais
acreditarem nelas, abrirem possibilidades, deixarem-nas viver.
24 - Seu ganho de peso e altura será igual ao de outras
crianças?
Não. A Síndrome afeta um pouco a forma como essa criança
cresce. Por isso, elas possuem uma Curva de Crescimento própria, diferente das
crianças que não tem a deficiência Geralmente, até os 5 anos, são mais magras
do que os outros bebês e crescem muito lentamente durantes os tres primeiros
anos de vida. É importante que o pediatra use essa curva específica ou leve em
conta o próprio ritmo da criança, pois, se ficar comparando-a com a maioria das
crianças, causará uma ansiedade desnecessária nos pais, achando que existe um
problema onde não há.
25 - Como será seu temperamento?
Não existe um temperamento característico de crianças com a
Síndrome de Down. Cada uma tem sua personalidade. Ela pode variar muito e
dependerá do seu contexto de vida. Antigamente, acreditava-se que elas eram
mais agressivas ou mais dóceis. Não é verdade. Seu filho será agressivo se
viver em um ambiente assim. E será dócil se viver com outras pessoas assim.
Como ocorre com qualquer criança, ele aprenderá observando o que os pais e
outros adultos cuidadores fazem. Caso sua família seja amorosa, trate com
educação as outras pessoas e respeite um ao outro, com certeza seu filho seguirá
o exemplo.
26 - Meu filho vai falar normalmente?
Algumas características das crianças com Down, como a
flacidez muscular e a protrusão da língua, dificultam a sua fala. E ela é muito
importante para o desenvolvimento da criança e sua autonomia. Por isso, desde
os primeiros dias, é preciso investir para desenvolver melhor essa habilidade.
A orientação de um fonoaudiólogo é fundamental para ajudar, mas é preciso
também estar atento a problemas de audição, dentários e musculares, que podem
prejudicar o aprendizado. Voce deve falar bastante com o seu filho, estar
disponível para as primeiras conversas cheias de sons desconhecidos e
estimulá-la a pedir o que quer. A tendencia dos pais é proteger e dar o copo de
água assim que ela o aponta. Incentive para que ela fale, repita as palavras.
Aprender a se comunicar será a melhor forma de ela se dar bem no mundo. Aliás,
isso vale para qualquer criança.
27 - Meu filho vai engatinhar, andar, correr?
Sim, fará tudo o que uma criança sem a Síndrome faz, mas
aprenderá tudo isso em um ritmo próprio - a exceção é quando existe algum
comprometimento além da Síndrome. Mais uma vez, aposte no seu filho. Troque a
ansiedade por aquilo que ela ainda não faz pela alegria do que ela já consegue
fazer. Seu desenvolvimento psicomotor é prejudicado pela hipotonia, um problema
no tônus muscular que também varia de criança para criança. Por isso, algumas
firmam o pescoço antes e outras sentam muito depois. Desde o nascimento, seu
filho precisa ter o acompanhamento de um fisioterapeuta que analisará suas
características e trabalhará toda a sua parte motora. E, quanto mais ele tiver
espaço em casa ou nos passeios, para se movimentar e se exercitar, melhor.
28 - Por que devo cuidar da visão e da audição do meu filho
com muita atenção?
Segundo os especialistas, cerca de 50% das crianças com
Síndrome de Down tem dificuldades para ver de longe e 20% de perto. Nada que
óculos e, mais futuramente, cirurgias de correção não resolvam. O fato é que
esses problemas podem prejudicar seu desenvolvimento, atrasando o seu tempo de
conquistar o equilíbrio e andar, por exemplo. Por isso, desde a maternidade, é
necessário fazer exames com o oftalmologista, que devem se repetir anualmente. Já
as complicações auditivas aparecem em cerca de 60% das crianças com Down e
também merecem exames periódicos desde o nascimento. Principalmente porque elas
tendem a ter muitas otites. Quando a criança não escuta corretamente, tem mais
dificuldades para falar - lembre-se de que elas aprendem por repetição. E suas
interações, tão importantes para o seu desenvolvimento, também ficarão
prejudicadas.
29 - Com o que mais devo me preocupar quando se trata da
saúde de uma criança com Down?
Isso vai depender se ela apresenta ou não as complicações
associadas com a Síndrome. Uma criança com má formação cardíaca, por exemplo,
precisa ser seguida de perto por um cardiologista. Quem tem hipotireoidismo -
problema presente em cerca de 15% dos Downs e que pode prejudicar muito o seu
crescimento - precisa fazer exames periódicos para controlá-lo. Fique de olho
também nas gripes, nos resfriados e nos problemas respiratórios frequentes. Se
não são cuidadas no princípio, podem virar complicações mais sérias, como a
pneumonia. No geral, a única diferença que uma criança com Down exige é que os
tratamentos ocorram mais rapidamente. Combine a melhor estratégia com o seu
pediatra.
30 - Posso dar papinha normalmente?
Sim, pode. Não há nada de específico na alimentação de um
bebê com Down. A introdução dos alimentos sólidos é igual a de outras crianças,
respeitando a evolução da textura e o início de certas comidas. Mas a época em
que isso vai acontecer precisa ser combinada com o pediatra. Ela pode demorar
um pouco mais para aprender a levar o alimento ao fundo da boca e engolir, em
vez de mexer a língua para a frente e para trás, como fazia para sugar o peito
da mãe. O médico poderá ensinar maneiras de estimulá-lo e com o tempo o bebê
comerá normalmente.
31 - Como eu estimulo meu bebê?
Deixe-o viver e o acompanhe. Trate seu bebê normalmente, sem
restrições por ele ter uma síndrome. Mostre brinquedos coloridos, cante para
ele, deixe outras pessoas interagirem. E apresente-lhe o mundo. Com o tempo,
ele descobrirá as cores, as formas, as texturas, os sons, os cheiros. Converse
com ele o tempo todo, contando o que voce está fazendo, mostrando os objetos do
seu cotidiano. E vá passear nos parquinhos e nas praças perto de casa, deixando
que ele tenha contato com outras crianças. No começo, voce pode ficar ansiosa,
com receio de como as outras pessoas irão tratá-lo. E os sentimentos de
angústia que viveu quando soube do diagnóstico podem voltar. É necessário
trabalhar isso e vencer o medo, pois vocês dois terão de enfrentar esse tipo de
situação sempre. Por que não chamar uma amiga ou um parente para ir junto da
primeira vez e dar a voce mais confiança? Converse com outros pais e descubra a
sua melhor maneira de lidar com a situação.
32 - É preciso ter muito dinheiro para criar uma criança com
Síndrome de Down?
Não. Muita gente acredita que, quanto maior os recursos
financeiros, mais uma criança com Síndrome de Down pode se desenvolver. Não é
verdade. Primeiro porque existem vários órgãos do governo que oferecem assistência gratuita (fisioterapeutas, fonoaudiólogos...). E depois porque os
estímulos e as interações vividos com os pais é o que mais o fará se
desenvolver. Uma mãe que leva seu filho ao médico de ônibus e vai conversando
com ele sobre o caminho e mostrando o mundo está interagindo muito mais do que
pais com muito dinheiro, que proporcionam os melhores médicos e cursos, mas não
conversam com a criança.
33 - Como lidar com os irmãos?
Quanto mais naturalmente a Síndrome de Down for tratada na
família, mais os irmãos seguirão o exemplo. Crianças não tem os mesmos
sentimentos e expectativas dos adultos e vão ver o irmão Down como outra
criança qualquer, disposta a brincar e se divertir. Pode ser difícil no começo,
mas distribua sua atenção com justiça. O filho Down não precisa ser o mais
mimado nem tratado como o protegido nas brincadeiras. Os irmãos devem ter
cuidado apenas porque ele é uma criança menor e não por que tem a Síndrome.
- EDUCAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO
34 - Eu e meu marido trabalhamos fora de casa. Meu bebê pode
frequentar um berçário?
Caso ele não tenha outras complicações que exijam cuidados
intensivos, pode ir sim. Melhor ainda se existirem pessoas com experiencia no
assunto no berçário. Você deve combinar a rotina do bebê, o que merece mais
atenção, medicamentos, vitaminas e refeições que seu filho deve fazer - como
acontece com qualquer mãe. A experiencia do berçário fará muito bem. Seu bebê
entrará em contato com outras crianças desde cedo e poderá interagir, brincar,
aprender com elas. A criança com Down precisa de muitos estímulos e nada melhor
do que outras crianças para lhe proporcionarem isso.
35 - Como escolher uma escola para meu filho?
Em primeiro lugar, você precisa confiar na equipe, gostar da
ideologia do local, se sentir segura em deixar seu filho ali. Também é
necessário observar se a escola está preparada para recebê-lo, se conhece o
contexto da situação, se acredita na inclusão. Caso já atenda a outras crianças
com deficiência, será um bom sinal.
Nem sempre a que é considerada a melhor escola da cidade
será a mais adequada para o seu filho. Ou aquela que você estudou a infância
toda. A filosofia da escola deve ser a de enxergar a criança como um indivíduo
único, o que significa ver cada aluno como ele é, com as suas necessidades
individuais, apresentando alguma deficiência ou não. E os profissionais que ali
trabalham devem estar comprometidos com isso e gostar do que fazem. Não adianta
a escola dizer que é inclusiva e ter um elevador supermoderno com comando de
voz se não tiver uma professora que limpe o nariz da criança com carinho.
No dia a dia, a criança com Down tem de estar em contato
direto com os seus colegas, fazer o mesmo que eles. Não dá para o professor
pensar: "Ele não vai conseguir mesmo, então vou deixá-lo de lado".
Ela deve participar de todas as atividades. Mas isso não anula o fato de que
talvez seja preciso um pouco de adequação e ajuda. Escolas e professores que
conseguem entender essa sutileza são os melhores para crianças com a Síndrome.
Mas atenção: a escola não dará conta de tudo. Muitas vezes,
a criança com Down precisa de outros apoios para trabalhar alguma limitação. Se
o bebê apresentar problemas motores ou dificuldades para pegar um lápis, por
exemplo, precisará de trabalhos paralelos com uma fisioterapeuta.
36 - Como vai ser o aprendizado dele?
A criança com Down aprenderá tudo, mas no seu tempo. Quanto
mais estímulos e interações ela tiver, melhor. O contato com os coleguinhas do
berçário e da escola vai incentivá-la a tentar fazer tudo o que eles fazem:
pular, correr, desenhar, contar histórias e lidar com os números e as primeiras
letras. Algumas vezes, você pode até sentir que ela está "atrasada"
em relação aos amiguinhos. Não faça comparações. Isso não é aconselhável para
nenhuma criança, com deficiência ou não. E as escolas não trabalham mais com
esse conceito. Cada criança tem seu ritmo de aprendizado e isso deve ser
respeitado.
37 - Qual deve ser o meu objetivo na hora de educar meu
filho com Down?
O mesmo que você teria se ele não tivesse a Síndrome:
ensinar os seus valores, a vida em sociedade, os limites e prepará-lo para ter
o máximo de autonomia que conseguir. Seu filho pode ter alguma limitação por
causa da Síndrome, mas, quanto mais a família acreditar que ele é capaz, mais
ele será mesmo. Por isso, cuide de detalhes do seu desenvolvimento, como
proporcionar estímulos, interações, experiencias, boa visão e audição,
medicamentos para possíveis problemas. Assim você diminuirá as complicações que
podem prejudicar a busca por autonomia no futuro. E imponha limites - não é
porque ele tem uma deficiência que poderá fazer tudo. Os limites o ensinarão a
viver com as outras pessoas. Não se engane: todo esse processo é válido para
qualquer criança, tenha ela deficiência ou não.
38 - Preciso incentivar a vida social do meu filho?
Sim, precisa, uma vez que a criança com Down geralmente tem
muitos compromissos médicos e isso toma o tempo em que ela naturalmente iria se
relacionar com os vizinhos, os amiguinhos do prédio e parentes. Os pais
precisam ficar atentos, investir mais na socialização. É natural que eles
fiquem muito preocupados com as questões médicas, para manter a saúde do filho
em dia, e esquecer completamente esse lado. Ir a um berçário ou escola ajuda
bastante: ela terá de lidar com crianças da sua idade e fará amizades.
39 - Como eu lido com o preconceito?
A melhor maneira é respirar fundo, ter paciência e ensinar
ao outro o que significa realmente ter Down. Existem muitos mitos envolvendo o
assunto e as pessoas terminam assustadas e cheias de fantasias. Voce poderá
escutar bobagens como "não quero que meu filho brinque com uma criança
doente" ou "ele mordeu meu filho só porque tem Down" e terá de
lidar com isso e explicar a pessoa que nada disso é verdade: que seu filho
brinca normalmente e, como qualquer criança, pode morder o coleguinha. Hoje em
dia, as pessoas estão mais informadas. Uma boa conversa e, principalmente, a convivência com o seu filho mostrará a elas que não é necessário ter tais
sentimentos. A maioria, segundo os especialistas, acaba ajudando e se
apaixonando pela criança. Muitas vezes, os pais ficam receosos pelo filho com
Down e depois descobrem que o mundo lhe trata muito bem. Mas, caso você se
sinta desrespeitada, conversar com outros pais ou nos grupos de apoio pode
ajudá-la a lidar com a situação.
40 - Por que não devo esconder meu filho do mundo?
Alguns pais não conseguem lidar com o preconceito e, até
para preservar o filho, preferem resguardá-lo em casa. Não faça isso. A criança
perde possibilidades de interações que a ajudariam muito em seu
desenvolvimento. Acredite: mesmo pais cujos filhos não apresentam deficiência também precisam muitas vezes passar por cima de seus medos para agir da maneira
correta. É o caso de uma mãe tímida, por exemplo, que precisa sair do seu
casulo para que o filho tenha vida social. Caso seja necessário, peça ajuda a
grupos de apoio, amigos, parentes, outras famílias com Down. Sair de casa e
viver normalmente fará bem para toda a família.
Fontes:
Médica Ana Claudia Brandão, pediatra e coordenadora do Centro Integrado de Atendimento a Criança e ao Adolescente com Síndrome de Down do Hospital e Maternidade Albert Einstein, em São Paulo;
Psicóloga Ana Merzel, do Hospital e Maternidade Albert Einstein;
Médica Ana Paula Junqueira Santiago, ginecologista e obstetra, especialista em Pré-Natal de Alto Risco, do Hospital São Camilo, em São Paulo;
Professora e psicopedagoga Cristina Valente, do Colégio Hugo Sarmento, em São Paulo;
Médico Eduardo Vieira da Motta, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Albert Einstein;
Guacyara Labonia Guerreiro, coordenadora-geral adjunta da ONG Mais Diferenças - Educação e Inclusão Social;
Médico Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo;
Médico Zan Mustacchi, pediatra especializado em crianças com Síndrome de Down e diretor da CEPEC - Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo.
